Inteligência Artificial como Questão Sociocientífica: potencialidades de uma oficina formativa docente
DOI:
https://doi.org/10.56117/resbenq.2026.v7.e072606Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Questão Sociocientífica, Formação de professoresResumo
A emergência da Inteligência Artificial (IA) generativa no contexto educacional impõe dilemas éticos, sociais e pedagógicos, configurando-se como uma Questão Sociocientífica (QSC) inadiável. Este artigo, baseado na pesquisa de Morais (2025), analisou a percepção de professoras da Educação Básica sobre implicações éticas e os riscos inerentes ao uso de ferramentas de IA (Chats) em sala de aula, sob a ótica da Educação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS). De abordagem qualitativa, a análise revelou um campo discursivo marcado pela ambivalência: as docentes reconhecem o potencial disruptivo da IA para otimizar o ensino, mas expressam profunda preocupação com a acomodação intelectual, a dependência tecnológica e a ampliação das desigualdades sociais (viés algorítmico). O achado central demonstra a superação do determinismo tecnológico, pois as professoras afirmam que o impacto da IA é definido pela intencionalidade e mediação humana. Conclui-se que o professor é o agente estratégico e insubstituível, cuja formação continuada, pautada em CTS, é fundamental para incorporar a Literacia Ética e Tecnológica no currículo, garantindo que a IA promova um projeto educativo humanizador, crítico e equitativo.
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