Da Indústria à Sala de Aula: investigando o memorial de formação de uma estagiária em Ensino de Química

Autores/as

  • Carlos Ventura Fonseca Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.56117/resbenq.2025.v6.e062511

Palabras clave:

Estágio docente, Pesquisa (auto)biográfica, Memorial de formação

Resumen

Este artigo aborda as narrativas (auto)biográficas na formação docente, investigando o memorial de formação de uma licencianda em Química (identificada como Myriam) durante seu estágio supervisionado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O objetivo central foi analisar como a trajetória pessoal e formativa da estagiária se reflete em seu memorial, explorando as relações entre suas experiências de vida e seu desenvolvimento profissional. Além disso, buscou-se discutir as implicações dessas narrativas para a formação de professores de Química, considerando os desafios contemporâneos da profissão. A metodologia adotada foi qualitativa, baseada na análise documental do memorial de Myriam, complementada por documentos institucionais, como o plano de ensino e o diário de campo do orientador. A análise seguiu uma abordagem compreensivo-interpretativa, organizada em três etapas: pré-análise, leitura temática e interpretação textual. Foram identificadas quatro unidades temáticas/ descritivas principais: trajetória escolar e influência familiar; trajetória universitária e insatisfações profissionais com a indústria química; transição para a Licenciatura em Química e novos rumos profissionais; satisfação com a Licenciatura em Química e projeções para o futuro na docência. Os resultados revelaram que o memorial funcionou como um artefato de reflexão crítica, permitindo à estagiária ressignificar suas experiências, colocar-se como protagonista de suas memórias e pensar sobre seu desenvolvimento profissional. Conclui-se que as narrativas (auto)biográficas são estratégias valiosas na formação docente, pois favorecem a emersão de dimensões existenciais atinentes ao ser professor. O estudo reforça a importância de modelos formativos que adotem uma racionalidade crítica, valorizando a historicidade dos sujeitos e promovendo uma educação emancipatória.

Biografía del autor/a

Carlos Ventura Fonseca, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sendo vinculado ao Departamento de Ensino e Currículo (DEC) da Faculdade de Educação (FACED). Tornou-se professor da universidade em janeiro de 2017. Em 2025, atuou na Universidade de Brasília como colaborador, na modalidade de Estágio Pós-Doutoral, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências. Possui doutorado em Educação (2014), com tese versando sobre a formação de professores de Química e estruturas curriculares das licenciaturas. Em 2010, obteve o título de mestre em Química, com dissertação desenvolvida na linha de pesquisa Educação em Química. Em 2007, graduou-se em Licenciatura em Química. A graduação e a pós-graduação foram realizadas na UFRGS. Foi professor da rede estadual e da rede privada de ensino médio do Rio Grande do Sul (2007-2013). Atuou em cursos técnicos integrados ao ensino médio, quando foi professor efetivo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (2013-2017). Tem experiência em docência e pesquisa na área de Educação em Química, tendo como foco de trabalho os seguintes temas: representações sociais, ensino de Química e Ciências na Educação Básica, materiais didáticos, formação inicial docente, pesquisa (auto)biográfica, estágios de docência, formação continuada de professores e Pedagogia Universitária (docência na graduação e na Pós-Graduação). Lidera o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Desenvolvimento Profissional e Docência em Ciências (GEPEDDOC) e orienta estudantes de Mestrado e Doutorado. Foi Coordenador do Programa de Incentivo aos Estágios de Docência da universidade (2018-2023). Atualmente, desenvolve seu trabalho em cursos de graduação (Licenciatura em Química, Licenciatura em Pedagogia e Licenciatura em Educação do Campo - Ciências da Natureza), no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e na editoria da Revista Dimensões Docentes (periódico da Coordenadoria das Licenciaturas da UFRGS). Também atua na Sociedade Brasileira de Ensino de Química, como representante da Região Sul, no período 2024-2026.

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Publicado

2025-12-10

Cómo citar

Fonseca, C. V. (2025). Da Indústria à Sala de Aula: investigando o memorial de formação de uma estagiária em Ensino de Química. Revista Da Sociedade Brasileira De Ensino De Química, 6(1), e062511. https://doi.org/10.56117/resbenq.2025.v6.e062511