La inteligencia artificial y la enseñanza: el deslizamiento entre las racionalidades instrumental y comunicativa
DOI:
https://doi.org/10.56117/resbenq.2026.v7.e072626Palabras clave:
Educación, Tecnologías digitales, RacionalidadResumen
Este artículo explora la relación entre la Inteligencia Artificial (IA) y las racionalidades instrumental y comunicativa propuestas por Jürgen Habermas en su obra *Teoría de la acción comunicativa* (Volúmenes 1 y 2). La racionalidad instrumental se orienta hacia la eficiencia y el control, predominantes en las tecnologías modernas, mientras que la racionalidad comunicativa se centra en la comprensión mutua, el diálogo y el consenso. Por lo tanto, este trabajo se caracteriza como un ensayo teórico con un enfoque cualitativo y se llevó a cabo mediante una metodología teórico-bibliográfica. La Inteligencia Artificial, como tecnología predominante en el panorama contemporáneo, especialmente en la industria, refleja la racionalidad cognitivo-instrumental, ya que está diseñada para optimizar procesos, predecir comportamientos y mejorar la eficiencia. Sin embargo, esta predominancia instrumental plantea preocupaciones éticas y sociales, sobre todo en el ámbito de la educación y la automatización social, donde la IA podría terminar deshumanizando las interacciones y reforzando las desigualdades. Por otro lado, los resultados de este artículo también revelan que la IA tiene el potencial de ser utilizada para promover la racionalidad comunicativa, facilitando el diálogo y la cooperación en entornos educativos y profesionales, siempre que se desarrolle y aplique con base en principios de racionalidad comunicativa y de manera crítica y ética. En este contexto, el artículo busca articular un análisis crítico del desarrollo y la aplicación de la IA, destacando la necesidad de ir más allá de la lógica de la eficiencia para adoptar una perspectiva que valore la comunicación, la comprensión y la equidad. De esta manera, la IA deja de ser un mero instrumento técnico para convertirse en una herramienta ética y socialmente orientada que permite construir interacciones más humanas y participativas.
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