O Estágio Supervisionado na Formação de Professores de Química: um estado do conhecimento (2014–2024)
DOI:
https://doi.org/10.56117/resbenq.2025.v6.e062513Palavras-chave:
Estágio Supervisionado, Formação de Professores de Química, Estado do conhecimentoResumo
O Estágio Supervisionado (ES) constitui dimensão estruturante da formação inicial docente e tem sido objeto de crescente atenção na área de Ensino de Ciências, especialmente nos cursos de Licenciatura em Química. Diante da centralidade atribuída a esse componente curricular, esta pesquisa teve como objetivo analisar como o ES vem sendo abordado na formação de professores de Química, a partir das categorias temáticas recorrentes, dos enfoques teórico-metodológicos mobilizados e das implicações dessas escolhas para as finalidades formativas, os desafios institucionais e as disputas paradigmáticas que o atravessam. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, conduzido sob a perspectiva do Estado do conhecimento (Romanowski & Ens, 2006), com foco na sistematização e análise crítica da produção acadêmica sobre o tema. O corpus foi composto por 26 produções acadêmicas — 20 dissertações e 6 teses — defendidas entre 2014 e 2025, localizadas nas bases da CAPES e da BDTD, conforme critérios de pertinência temática, disponibilidade digital e vínculo com a formação docente em Química. A análise foi realizada com base na Análise de Conteúdo (Bardin, 2011), utilizando a categorização temática como estratégia de interpretação. Foram identificadas 11 categorias analíticas, com destaque para aquelas que enfocam as experiências dos licenciandos, a constituição da identidade docente e os processos de articulação entre teoria e prática. Os resultados evidenciam não apenas a concentração regional das pesquisas no Sudeste e Sul, mas também lacunas significativas em temas como instrumentos formativos, mediações culturais e a tríade formativa. O estudo contribui para compreender os sentidos atribuídos ao ES na literatura acadêmica recente e aponta a necessidade de aprofundar abordagens críticas, contextuais e comprometidas com a complexidade da docência em Química.
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