O Processo Formativo nos Estágios Supervisionados em Química: o diário de campo como instrumento de pesquisa
DOI:
https://doi.org/10.56117/resbenq.2026.v7.e072601Palavras-chave:
Diários de Campo, Ensino de Química, Formação DocenteResumo
Este artigo analisa a construção de diários de campo durante os estágios supervisionados do curso de Licenciatura em Química do Instituto Federal de Santa Catarina, Câmpus São José (IFSC-SJE), com foco em sua importância para a formação docente. A autora realizou uma análise crítica dos seus próprios diários de campo, destacando os desafios enfrentados, as conquistas alcançadas e os impactos dessas experiências na prática pedagógica. Para isso, a pesquisa utilizou a Análise Textual Discursiva (ATD) como metodologia para interpretar os dados e reflexões, o que evidenciou a contribuição dos registros para o desenvolvimento profissional dos futuros educadores. O artigo abrange, ainda, o percurso vivenciado entre agosto de 2022 e dezembro de 2023, perpassando as particularidades dos Estágios Supervisionados I, II e III. Os resultados revelam os momentos de conflito inicial em relação à escolha da carreira docente e a posterior ressignificação da profissão através do contato com diferentes realidades escolares. Destacam-se as experiências com a curricularização da extensão voltada ao ensino de surdos e a imersão na Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), que evidenciaram a necessidade de letramentos pedagógicos e metodologias inclusivas e lúdicas. A análise aponta que o acompanhamento sistemático e a escrita reflexiva permitiram a superação do nervosismo inicial, consolidando uma prática pedagógica mais confiante, autônoma e dialógica. Através das investigações, conclui-se que os diários de campo transcendem o mero registro factual, constituindo-se como ferramentas fundamentais de autoavaliação, suporte à memória e constituição da identidade docente e que, além disso, promove uma práxis educativa mais sólida, crítica e consciente.
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