Inteligência Artificial e o Ensino de Química: um debate crítico para além do uso fetichizado

Autores

DOI:

https://doi.org/10.56117/resbenq.2026.v7.e072614

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Materialismo Histórico-Dialético, Ensino de Química

Resumo

O presente trabalho apresenta um cunho teórico que objetiva tensionar os debates sobre o uso crítico da inteligência artificial (IA) no ensino de química. Assim como toda tecnologia, a inteligência artificial carrega intencionalidades relativas à sociedade capitalista em que vivemos, e o aspecto político-social desses recursos não pode ser esquecido no debate educacional e no ensino de química. A literatura tem apontado diversas potencialidades no uso desses recursos na educação; no entanto, na maioria das vezes, a discussão gira em torno da melhor forma de usar os comandos da IA e da análise crítica das respostas que são dadas. Entendemos que, apesar de importante, ficar apenas nesse debate fetichiza o uso da inteligência artificial, retirando a base sócio-material que está por trás dela. Assim, acreditamos que o fluxo produtivo da produção da IA pode servir como base para discutir aspectos relativos à mineração de elementos químicos, questões químicas ambientais, além de entender como podemos usar esse recurso para preparar materiais e auxiliar em sala de aula, sem perder de vista o contexto humano e ideológico por trás da produção e treinamento das inteligências artificiais, contribuindo, portanto, para ir além de um uso fetichizado. Levando em consideração a importância de se debater como podemos usar as funcionalidades da IA e avaliar os seus resultados, concluímos que precisamos avançar para discussões que superem apenas o operacionalismo das inteligências artificiais no ensino de química, de modo que a palavra “crítica” ganhe um sentido quando usada para pensar nesses recursos.

Biografia do Autor

Lucas Vivas de Sá, Universidade Federal da Bahia, UFBA

Doutor em Ensino de Ciências pelo programa de pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (PPGEFHC – UFBA/UEFS). Professor adjunto da Universidade Federal da Bahia. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3178409838885567

Hélio da Silva Messeder Neto, Universidade Federal da Bahia, UFBA

Doutor em Ensino de Ciências pelo programa de Ensino, Filosofia e História das Ciências (PPGEFHC – UFBA/UEFS). Professor associado da Universidade Federal da Bahia. Líder do Grupo de Pesquisa em Ensino Concreto de Ciências (ENCONCIÊNCIAS). Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/5284620682449345

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Publicado

2026-09-25

Como Citar

de Sá, L. V., & Messeder Neto, H. da S. (2026). Inteligência Artificial e o Ensino de Química: um debate crítico para além do uso fetichizado. Revista Da Sociedade Brasileira De Ensino De Química, 7(1), e072614. https://doi.org/10.56117/resbenq.2026.v7.e072614

Edição

Seção

Dossiê