Análise da percepção do uso da inteligência artificial por alunos da Educação Básica sob a perspectiva do conectivismo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.56117/resbenq.2026.v7.e072604

Palavras-chave:

Conectivismo, Inteligência Artificial, Zona de Desenvolvimento Proximal

Resumo

A Teoria do Conectivismo emergiu da necessidade de compreender as limitações das teorias de aprendizagem consolidadas, propondo uma nova vertente a partir da inserção das tecnologias digitais nos processos cognitivos. As tecnologias digitais avançam em velocidade exponencial, especialmente com a disseminação do uso das Inteligências Artificiais e influenciam diretamente o comportamento dos alunos em sua rotina de aprendizagem. Nesse contexto, esta pesquisa busca compreender como os alunos do segundo ano do Ensino Médio integrado ao Curso técnico em Química, utilizam as ferramentas de Inteligência Artificial para otimizar o processo de resolução de atividades. Para isso, desenvolvemos uma unidade didática sobre “Química Ambiental”, tema correspondente com a ementa do componente curricular Química Aplicada ao Meio Ambiente. Os alunos foram orientados a realizar as atividades com auxílio de recursos digitais. Ao término das tarefas, realizamos uma entrevista semiestruturada com um grupo de cinco alunos, na qual abordamos se a Inteligência Artificial foi utilizada nas atividades propostas e, em caso afirmativo, de que modo isso ocorreu. O corpus de análise foi constituído por respostas dos depoentes e analisado por meio da Análise de Conteúdo, com categorização a priori fundamentada no terceiro princípio de Siemens, o qual destaca que “a aprendizagem pode residir em dispositivos não-humanos”. Após a análise inicial, emergiram duas categorias principais e três categorias emergentes, as quais orientaram a interpretação dos dados. Os resultados revelam que o uso da IA como ferramenta mediadora do conhecimento no processo de ensino e aprendizagem indica o estabelecimento de conexões entre o conhecimento prévio e o novo saber, constituindo vínculos com diferentes nós da rede. No entanto, apesar da integração dessas tecnologias no contexto escolar, observamos que alguns alunos utilizam a Inteligência Artificial como estratégia para contornar as tarefas, deixando de compreender plenamente o potencial dessas ferramentas na aprendizagem.

Biografia do Autor

Daniel Vitor Mariano Bonfim, Secretária de Educação do Paraná, SEED-PR

Daniel Vitor Mariano Bonfim é Professor na Secretária de Educação do Paraná, com especialização em Mídias na Educação. Formado(a) em Química pela Universidade Estadual de Londrina, pesquisa Tecnologias Digitais Aplicada ao Ensino e Metodologias de Ensino.

Anna Claudia de Lima, Secretaria de Educação de São Paulo, SEDUC-SP

Anna Claudia Lima é Professora Especialista em Currículo na Secretaria de Educação de São Paulo, com especialização em Planejamento, Implementação e Gestão em EAD. Formada em Química pela Fundação Educacional do Município de Assis, pesquisa Tecnologias Digitais Aplicadas ao Ensino.

Milene Graciele de Almeida, Universidade Estadual de Londrina, UEL, campus Londrina

Milene Graciele de Almeida é Doutoranda na Universidade Estadual de Londrina, com especialização em Ensino de Química e Tecnologias Educacionais. Formada em Licenciatura em Química pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná, pesquisa Tecnologias Digitais Aplicada ao Ensino e Metodologias de Ensino.

Marcelo Maia Cirino, Universidade Estadual de Londrina, UEL, campus Londrina

Marcelo Maia Cirino é Professor Associado no Departamento de Química na Universidade Estadual de Londrina, com especialização em Educação para Ciência e Ensino de Química. Formado(a) em Ciências com Habilitação em Química pela Universidade Estadual Paulista, pesquisa Tecnologias Digitais Aplicadas ao Ensino e é Tradutor do livro A Mente em Ação.

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Publicado

2026-09-25

Como Citar

Bonfim, D. V. M., de Lima, A. C., de Almeida, M. G., & Cirino, M. M. (2026). Análise da percepção do uso da inteligência artificial por alunos da Educação Básica sob a perspectiva do conectivismo. Revista Da Sociedade Brasileira De Ensino De Química, 7(1), e072604. https://doi.org/10.56117/resbenq.2026.v7.e072604

Edição

Seção

Dossiê