Inteligência Artificial Generativa e Desinteligência Pedagógica: a história e filosofia da ciência como tática para o ensino de química
DOI:
https://doi.org/10.56117/resbenq.2026.v7.e072605Palavras-chave:
Formação de Professores, Epistemologia, Táticas DocentesResumo
O avanço vertiginoso da Inteligência Artificial Generativa (IAg) impõe novos e complexos desafios à formação docente e ao Ensino de Ciências da Natureza (ECN). Este artigo investiga as implicações epistêmicas e políticas do uso de ferramentas como o ChatGPT, Gemini e Meta IA, entre outras, na formação inicial e continuada de professores do ECN a partir de um minicurso realizado na XVI Semana da Química da Universidade Federal de Catalão (UFCAT). Para tal, adotamos como proposta uma lente teórica dual, pautada na História e Filosofia da Ciência (HFC), utilizada para validar a construção do conhecimento frente às “alucinações” algorítmicas, e a História Cultural, fundamentada em Michel de Certeau, para analisar as relações de poder e as táticas de resistência no cotidiano escolar. Metodologicamente, realizamos uma pesquisa-intervenção sob formato de minicurso (duas manhãs) com licenciandos e professores da educação básica e superior no Ensino de Química, envolvendo a testagem crítica de algoritmos em algumas IAg e a construção coletiva de um painel físico. Os resultados evidenciam que a inserção acrítica da IAg tende a promover aquilo que propomos como sendo a “desinteligência pedagógica”, bem como a invisibilização dos custos socioambientais da tecnologia. Entretanto, a intervenção revelou a emergência de “táticas docentes” capazes de subverter a lógica da eficiência técnica, reafirmando o papel do professor não apenas como mediador, mas como sujeito político e promotor do pensamento crítico e epistemológico da química mediada pela humanização desse ensino.
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