Elaboração de estudo de caso com IA: design de prompts como estratégia formativa de professores de Química
DOI:
https://doi.org/10.56117/resbenq.2026.v7.e072615Palavras-chave:
Design de Prompt, Inteligência Artificial, Ensino de QuímicaResumo
Este trabalho tem como objetivo apresentar e discutir uma experiência formativa voltada ao aprimoramento da elaboração de prompts por licenciandos para a produção de Estudos de Caso para o Ensino de Química (ECEQ) com mediação de sistemas de Inteligência Artificial (IA). Metodologicamente, desenvolveu-se uma pesquisa do tipo intervenção pedagógica (IP), organizada em cinco etapas com estudantes do sexto período do curso de Licenciatura em Química de uma instituição federal de ensino. O corpus de análise foi constituído pelos prompts elaborados pelos licenciandos e pelas respectivas respostas geradas pelas IAs. Os resultados indicaram que, inicialmente, os estudantes apresentavam baixo domínio dos elementos necessários à construção de prompts adequados, recorrendo a comandos genéricos e pouco alinhados às demandas propostas, o que resultou em ECEQ com limitações importantes para o processo de ensino e aprendizagem em Química. Após a IP, observou-se aprimoramento na elaboração dos prompts, especialmente na descrição do contexto de ensino, na clareza da solicitação apresentada à IA e na definição dos critérios de saída esperados. Entretanto, os ECEQ produzidos ainda apresentaram simplificações excessivas, conteúdos fragmentados, ausência de conceitos químicos relevantes, supressão de termos científicos e pouca articulação com os objetivos pedagógicos previamente estabelecidos. Avalia-se que a IP possibilitou identificar tanto as potencialidades quanto os desafios relacionados ao uso da IA como recurso metodológico na formação docente. Ao mesmo tempo, contribuiu para o desenvolvimento da literacia de prompts entre os estudantes, para a adoção de uma postura crítica, contínua e avaliativa durante as interações com as IAs e para a ampliação do repertório pedagógico dos futuros professores. Conclui-se que a formação inicial deve contemplar novos momentos de uso crítico e em situações reais de sala de aula com tecnologias emergentes, articulando conhecimentos tecnológicos, pedagógicos e de conteúdo na construção do conhecimento profissional docente em Química.
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